julho 26th, 2010  Posted at   Cotidiano, Família
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Carmen Sílvia Musa Lício

Meus irmãos mais velhos gostavam de receber as visitas e uma vez, ao receber a visita de uma senhora da igreja, foram avisar a minha mãe. Quando elas estavam sentadas, resolveram ficar em volta, atrapalhando a conversa das duas. Minha mãe deu uma bronca e mandou-os ficar em silêncio ou sairem da sala. Como eles conheciam a senhora há anos, resolveram ficar quietos, até descobrirem uma nova brincadeira…

A dona Maria tinha as orelhas furadas e sempre usava brincos pesados que deixaram o furo das orelhas enorme, devido ao pes. Neste dia foi visitar a nossa casa sem brincos e, ao passar atrás do sofá, o Sérgio percebeu que dava para ver a Yolanda do outro lado, através do “pequeno furo” das sua orelhas, e a minha mãe só percebeu quando eles acenavam para o outro ao se verem “do outro lado da orelha” e quando começaram a rir sem parar…

Minha mãe tentou disfarçar o quanto pode e depois de perceber que o caso estava ficando grave”, resolveu manda-los para o quintal, antes que tivesse que explicar a brincadeira tão estranha…

Ainda bem que a dona Maria não percebeu tamanho embaraço…

julho 18th, 2010  Posted at   Cotidiano, Família, Relembrando
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Carmen Sílvia Musa Lício

Depois que o David saiu de casa, o Rúben ficou muito mal e eu acabei  levando-o à psicóloga no posto em que trabalhava.

Pedi para ela dar uma avaliada  e dar uma “acertada” na sua cabecinha. Ela questionou não ser ético tratar de filhos de funcionários, pois ele poderia dizer coisas íntimas que poderiam me expor, etc…  Eu disse que ele não poderia dizer nada que me deixasse sem graça e que da minha parte gostaria que ela o tratasse por um tempo, pois estava muito apático e, de certa forma, se sentindo responsável pela nossa separação… Ele estava com uns 8 anos nesta época e acabou por fazer uma  terapia rápida por uns 2 a 3 meses.

Um dia, a psicóloga me viu na cozinha e riu muito, dizendo que sabia que não poderia contar para mim nada do que ele dissesse na sessão, mas que não conseguia se segurar… Como não era nada sério, resolveu me contar mesmo assim.

Logo no início da sessão,  perguntou:- “Como é ser filho de enfermeira?” E ele respondeu:- “Nada do outro mundo, só que tem que lavar as mãos a toda hora…” Ela me disse que quase não conseguiu segurar o riso na hora…

E eu fiquei pensando em como somos vistos pelos nossos filhos e que, apesar desta resposta, ele nem as lavava tanto assim… rsrsrs

julho 6th, 2010  Posted at   Cotidiano, Família
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Carmen Sílvia Musa Lício

Quando nossos filhos estão crescendo, ficamos atentos, tentando ver quais são as suas aptidões, na tentativa de direciona-los para aquilo que pretendem ser… Na verdade eu procuro abrir o leque para que possam escolher a sua profissão com mais clareza e certeza.

Logo que a Lu veio ficar conosco eu dizia, brincando, que ela daria uma boa vigilante noturna, pois tinha muita dificuldade para dormir… Depois, que seria uma locutora sem megafone, pois tem uma voz possante que dá para se ouvir ao longe… rsrsrs

Uma vez, depois que se acostumou conosco e com a nossa casa, acabei por deixa-la dormindo, pois a mocinha não acordava de jeito nenhum e eu precisava sair para trabalhar… Fiquei pensando em como se arranjaria e o que faria para passar o tempo…

Quando voltei para casa, logo ao entrar, vi no corredor todos os meus livros no chão e as três estantes vazias, limpas, aguardando pelos livros, que não são poucos. Estava uma verdadeira bagunça, todos espalhados por todo o chão, mal dando para andar entre eles… Aliás, dava mais é para “andar sobre eles”.

Bastante surpresa, perguntei o que estava fazendo e ela respondeu:- “Não está vendo? Eu já limpei as estantes e agora vou arrumar os livros direito”. Perguntei se precisava joga-los todos no chão, pois isto acabava por desencaderna-los, suja-los… Mas ela me prometeu que tudo estaria em ordem até a manhã do dia seguinte. Fiquei pensando se ela conseguiria fazer tudo sozinha e em tão pouco tempo, e fui dormir logo para não perder a paciência…

Na manhâ seguinte, logo ao acordar vi que tudo estava limpo e “transitável” e perguntei qual havia sido o critério que usado por ela. Candidamente, me respondeu, com a sua lógica afiada: – “Arrumei por ordem de tamanho!!!”

Fiquei boquiaberta, sem abrir a boca, se é que vocês me entendem!!!

Havia até pensado na possibilidade de ela ter vocação para ser bibliotecária, como a mãe do Rubinho, um amigo de longa data, mas depois desta resposta achei esta conclusão um pouco precipitada…Afinal, estava mais para almoxarife do que para bibliotecária… rsrsrs

Passados alguns meses, o Lucas me perguntou se eu sabia onde estava um livro dele e eu, virando calmamente, respondi:- “Você se lembra qual era o tamanho dele?”. E rimos…

junho 22nd, 2010  Posted at   "Besteirol", "Ruminando" idéias
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Carmen Sílvia Musa Lício

Quando adquirimos meias, elas vem aos pares, já que somos bípedes. São duas meias iguais que podem ser usadas em qualquer dos pés, sem distinção… Até aí, tudo bem.

Podem ser lindas, charmosas, lisas ou estampadas, curtas, 3/4 ou compridas, podendo ser usadas com cinta-liga (nada mais charmoso e sexy!)

Após um tempo de convivência, acabamos por nos afeiçoar mais a umas do que a outras, por serem mais o nosso estilo. Aí começam os problemas!!!

Eu tenho uma gaveta só para as meias, que são colocadas aos pares, prontas para serem escolhidas conforme o clima e a ocasião…

Creio que as meias podem ficar enciumadas umas das outras e, então começam os boicotes entre elas.

Coloco as meias sujas para lavar no cesto, aos pares, e vou usando conforme voltam, de acordo com o meu humor. E não é que elas começam a escassear, quando não resolvem fazer bolinhas, lacear o “punho” (por que não chamamos de “canela”???). E o pior, como casais recém brigados, teimam em desaparelhar, indo cada pé para um lado, sem respeito algum a nós, os “pisantes”.

Acho mesmo que uma das possíveis causas da revolução das meias é o fato de se sentirem pisadas, sem dó nem piedade, se sentirem “por baixo”… Vai saber!

Ou serão as nossas domésticas (não tão domesticadas) que as colocam em meio a roupas de outra “estirpe”, fazendo-as se sentirem menosprezadas ou inadequadas, levando-as a se esconderem???

Sei não, o fato é que tenho inúmeras meias solitárias em uma gaveta, a esperarem ansiosamente (não mais do que eu), pelos seus pares, para poderem novamente passear pela avenida…

Quando resolvo que estão abandonadas há muito tempo, sem esperança de reconciliação, é só dar um fim nelas que o outro pé decide logo aparecer. E como graças à Deus tenho 2 pés, e ainda não está na moda usarmos um pé de cada par, mesmo que as cores combinem entre si, só me resta lamentar e jogar o outro pé fora.

Só sei que a minha gaveta de meias solitárias está cada vez mais cheia e quem sabe está na hora de eu, ser mortal sem ser nenhuma celebridade, lançar a moda do uso das “meias desconexas”… Será???

Por via das dúvidas, acho melhor guarda-las por mais um tempo, quem sabe…

junho 13th, 2010  Posted at   Família, Relembrando
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Carmen Sílvia Musa Lício

Quando a minha irmã caçula, Ester, tinha uns 6 anos, lá pelas 9h da manhã, entrou em casa muito afobada, vinda do quintal, com uma surpresa que a deixou muito agitada… Era um verdadeiro achado!!!

Resolveu mostrar à minha mãe, e nós, após vermos o que era, resolvemos “ver no que daria”, afinal… rsrsrs

Ela entrou de sopetão no quarto e mostrou à minha mãe um camondongo recém-falecido, que segurava com alegria e admiração!!! Animada, falou: – “Mãe, veja o que encontrei no quintal!!!”

Minha mãe, um tanto “sonada”, virou-se na cama, deu uma “olhada” e, incontinente, pulou na cama e depois em cima do guarda-roupa!!! De lá perguntou:- “O que que é isto minha filha??? Um rato???” Estava estampado em seu rosto todo o seu espanto e medo, pois sempre teve horror a ratos, devido a um trauma de infância mal esclarecido…

A Ester, em sua ingenuidade infantil, disse: -” É só um ratinho… Acabou de morrer; não é lindinho???”
Minha mãe achou um absurdo, e ela completou: – “É só um ratinho, mamãe, veja, tão quentinho, tão morninho!!!” E estendeu o falecido para que a minha mãe, apavorada e enojada, pudesse conferir… E ela continuava a salvo em cima do guarda-roupa.

Entrei no quarto e observei a cena! Nunca havia visto a minha mãe em cima do guarda-roupa!!! Os outros, na sala, riam à vontade, imaginando a cena, pois não chegavam perto para não correrem o risco de se tornarem alvo de toda a indignação da nossa querida mãezinha… (rsrsrs)

Agora, para ser franca, nunca consegui entender como ela pulou da cama para cima do guarda-roupa!!!