Archive for the ‘"Besteirol"’ Category

setembro 25th, 2009  Posted at   "Besteirol", Família
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 Carmen Sílvia Musa Lício

Como todo jovem moderno, meu filho quer ficar sarado, com músculos “à mostra”; um verdadeiro esportista…

Tem feito musculação e, o pior, tem tomado um “mix” de proteínas, sais minerais, carboidratos… Enfim, uma verdadeira “bomba” para deixa-lo “bombado”!!!

Mas não se preocupem, pois ele está fazendo o curso de Nutrição e sabe como usar estes recursos sem comprometer a sua saúde (assim espero).

Mas um dos efeitos colaterais desta “bomba relógio” pode-se sentir após uns 30 minutos da ingestão, durando aproximadamente 24 horas!!! Haja bombas…

Ele sabe cuidar da sua saúde; nós que cuidemos do nosso olfato!!!

Como diriam os portugueses:- “Bem haja”

PS: Acho mesmo que ele está com problemas no “escapamento”…

setembro 10th, 2009  Posted at   "Besteirol", Pensando bem..., Questionando
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Carmen Sílvia Musa Lício

Logo que o celular, ou tele-móvel, como dizem os meus amigos portugueses, saiu no mercado, era considerado um luxo, um acessório plenamente dispensável. Mas com este crescimento internáutico, nas comunicações, onde as notícias são quase em tempo real, acabou por se tornar parte integrante da nossa vida diária, tanto no trabalho, quanto nos relacionamentos familiares… Enfim, uma necessidade premente!!!

Quando acabei por incorpora-lo no meu dia a dia, há muitos anos, o considerava um “controle remoto”, pois com ele estávamos sempre acessíveis a qualquer “espirro ou tosse”, qualquer necessidade, real ou não. E isto acabava com a paz da gente…

Há pouco tempo, meu filho foi assaltado e levaram o seu celular, e, como parece que os jovens nasceram “respirando e falando ao celular”, deixei o meu com ele por um tempo… Ele desligou o meu número e colocou o dele provisoriamente para ser usado no meu aparelho…

No começo, achei muito estranho ficar sem o aparelho… Parecia que estava faltando algo, e estava, mas parecia ser algo muito importante, indispensável!!!

Até que ele resolveu comprar um novo aparelho para poder me devolver o meu… Perguntei porque queria comprar outro e ele respondeu que era para me devolver o “dito cujo”. Como sei que não está em condições financeiras, disse para ele deixar para lá, por enquanto, pois na verdade, depois que fiquei sem o celular, a minha vida ficou bem mais calma, com aquela ”tranquilidade de antigamente”, quando ninguém me ligava a qualquer hora para dizer que “está sem o remédio tal”, que “precisa disto ou daquilo”… Não é o máximo???

Então, quando me perguntam se tenho algum outro telefone (principalmente aquelas vozes anônimas do cartão de crédito), digo, alegremente  (tentando não demonstrar, só lá por dentro!) que infelizmente não tenho celular, o que deve causar uma certa estranheza, ou no mínimo, uma certa pena…  mas confesso que estou pensando seriamente em continuar assim, caminhando contra o vento, sem lenço e sem… celular.

junho 26th, 2009  Posted at   "Besteirol", Família, Relembrando
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Carmen Sílvia Musa Lício

Quando fui “de carona” para os Estados Unidos, aconteceu um fato tragicômico… Estávamos na Disney, quando o meu cunhado resolveu experimentar a sensação daquele elevador que sobe vagarosamente até uma altura considerável, e depois não desce… Despenca!!!

Aí já começa a minha pequena tragicomédia!!! Eu me prontifiquei a ficar com meus sobrinhos em chão firme, pois confesso que “adrenalina” não é o meu forte… Calmamente me dispus a ficar com as crianças quando o meu sobrinho, de mais de 3 anos resolveu que “se papai acha divertido, deve ser divertido!” e eu fiquei em uma “sinuca de bico”…

Nem imaginava, ao acordar pela manhã, o que me esperava!!! De repente, meu cunhado perguntou ao Filipe se ele queria ir, olhou para a minha irmã, e sentenciou:- “Ele vai conosco!!!”

Eu fiquei ali parada, sem hálibi, já na fila, sem saber como me safar daquele destempero, daquela temeridade toda… Ainda consegui balbuciar que ficava com a menina, mas ela já estava aninhada, se sentindo segura, nos braços do pai, e então meu sobrinho disparou o tiro certeiro:- “Tia, não fica com medo, não! Eu seguro a sua mão!”

Já sei que vocês devem estar rindo “pra valer”, principalmente porque eu, sem argumentos, me senti como “ovelha seguindo muda para o matadouro”, com o meu sobrinho corajoso, de quase 4 anos, a me segurar pela mão, e a me olhar, sempre, para ver se eu estava bem…

E a fila andava, bem devagar (creio que fazem de propósito, para nos inspirar mais terror!!!) Eu fui andando, ao “sabor das ondas”, pensando no meu pavor desde que sofri um sério acidente, onde o nosso carro, um simples fusquinha, foi abalroado por um caminhão basculante, sendo que a sensação da queda, de ser projetada para longe, ficou marcada indelevelmente em minhas entranhas…

Lembrei ainda que há muitos anos, ao entrar em um elevador lá na Praia Grande, a Etty Frazer (uma atriz) estava dentro e, devido à sua notoriedade, as pessoas começaram a entrar no elevador só para ve-la, e a senhora, com mais de cem quilos, acabou por nos fazer cair em queda livre até o poço do elevador… Eu??? Segurando e protegendo a minha sobrinha que devia ter uns 9 meses… Inesquecível!!!

Lá pelas tantas, vendo meu cunhado e a Ester rindo de mim (já viram tamanha maldade???), resolvi dizer:- “Onde está escrito que, para a gente ser feliz, tem que passar por situações extremas???” Foi uma gargalhada só, e eu continuei a minha defesa, tão inútil:- “Me mostrem onde está escrito na Bíblia que devemos passar por estas experiências para que possamos ir para o céu!!! É um sacrifício inútil!!!”

Argumentei ainda que “pagar para sofrer” não me parecia um ato muito saudável, mas eles, insensíveis, se limitaram a rir… Não teve “choro nem vela”, fui amparada pelo meu valente sobrinho e começamos a subir, pau-la-ti-na-men-te, com alguns barulhos (clec-clec) para aumentar a minha aflição!!!

Quando chegamos ao “ápice”, confesso que estava orando sem parar, num desespero de causa, pedindo a Deus um mínimo de compostura, de decência, para que não virasse uma eterna vítima de gozações futuras por parte da família!!! E o Filipe não tirava os seus olhinhos infantis de mim…

Não pensem que gritei “feito maluca”, que coloquei os “bofes para fora”, não… Nada disto, a minha aparência externa continuou a mesma, talvez um tanto mais branca do que já sou (se isto é possível), apesar que em meu íntimo, estava em pleno pânico, me perguntando se aquilo era diversão (diversão mais besta, sô!!!), se acabaria logo, se não teria um infarto; se sairia dali pelo menos andando…

Exageros à parte, veio a queda, e que QUEDA!!! Brusca e sem escalas!!!

As pessoas gritavam feito malucas, eu fechei os olhos e me calei, meu sobrinho segurava a minha mão e nem sei qual era a sua cara, pois não dava, a estas alturas, para eu dar nenhum conforto ou ânimo para quem quer que seja; era cada um por si e Deus por todos!!! Só de não gritar, já estava bom demais!!!

Terminada a queda, fiquei aliviada, pensando que já estava livre daquilo tudo, quando começamos a subir novamente… “Meu Deus, que será isto??? Mamãe, quero sair daqui!!!!!!!!!!!!!!!”

E nova queda, e mais outra, quase em seguida… Já ouviram falar de queda fracionada, sequencial??? Pois é, esta foi assim… Um terror!!! De ponta a ponta!!!

Obs: Até hoje me admiro de como fui cair (literalmente) nesta enrascada toda, muito sem graça por sinal!!!

 

maio 28th, 2009  Posted at   "Besteirol", Família
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Carmen Sílvia Musa Lício

Já disse uma vez que gosto de sopas em geral… As sopas são uma forma de aproveitarmos as sobras de alimentos que estão na geladeira, de colocarmos alimentos que de outra maneira talvez não comêssemos, de uma forma saborosa, incrementada…

Como meus filhos gostassem muito de Miojo, eu acabava por colocar um ovo quebrado, sobras de legumes, batata em pedaços, caldo de feijão, pedaços de carne… mas é claro que os alimentos ainda estavam comestíveis, em bom estado… E colocava de uma forma palatável, combinando os ingredientes…

A minha irmã mais velha ama sopas… mas já é famosa na família pelo seu aproveitamento das comidas e pelas suas misturas pouco convencionais, muitas vezes “a esclarecer”… Todos tentam declinar de tão “faustoso” convite, ou seja, se safar da imensa honra “não tão honrosa”… E quando olhamos a dita cuja, ficamos sempre a pensar, temerosos, no seu conteúdo…

O pior é que ela quer a todo custo que experimentemos tais delícias… Um nojo!!! Bah!!!

Ah! Vocês acham que estou sendo cruel???

Então vejam esta que ela fez outro dia, no meio da noite: sopa de leite, com farinha de aveia, uma colher de feijão, duas colheres de arroz, uma de maionese, sal, adoçante a gosto, um ovo sem casca (dizeres dela!), uma fatia de pão de forma “espiticada”, só!!! Quando acordei, já fui abordada para experimentar uma sopa “daquelas”… Consegui resistir, apesar de tudo!!! Grande livramento!!!

 Na noite seguinte, resolveu inovar… Fez uma sopa que me ofereceu com uma cor amarronzada, meio rosada… Completamente a esclarecer!!! Consegui me esquivar e, aos poucos, fui sabendo do seu conteúdo: leite, feijão, catchup, sal, adoçante (só um pouco!!!), aveia em flocos,   um ovo, uma banana amassada (gheca!!!), chocolate em pó, um pouco de requeijão, etc… Quem se habilita??? 

Por vias das dúvidas, acho que este final de semana não farei compras… melhor assim…

maio 2nd, 2009  Posted at   "Besteirol", Cotidiano
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Carmen Sílvia Musa Lício

Meu filho tem paixão por melancia… Ontem foi à feira e comprou uma melancia já cortada em pedaço e quando voltei do serviço me garantiu: – “Vou detonar esta melancia”

Como sei da sua paixão pela “dita cuja”, nem me arrisquei a pedir um pedaço… Ele que a dizimasse sozinho!!!

Depois, ele saiu para a academia, e eu resolvi ir à cozinha para ver algo para comer… E vi em cima da pia o pedaço da melancia de-to-na-do!!! Tinha a casca verde, aquela parte branca que dá até para aproveitar (se a cortarmos em cubos e fizermos um doce com côco ralado e cravo, que fica uma delícia), e depois tinha bastante líquido da mesma, as sementes e muito “bagaço” vermelho…

Parecia uma melancia esquartejada aleatoriamente, sem qualquer método… E o que sobrou me fez pensar qual parte ele comeu, afinal!!!

Lucas, primeiro temos que escolher a melancia, quando inteiras, batendo com os nós dos dedos para ver se escutamos um “barulho ôco”, que nos mostra, mesmo preservando a sua integridade, que a mesma está madura…

Após traze-la para casa e de a deixarmos no refrigerador por um tempo (nada mais sem graça do que melancia quente, “xoxa”), devemos coloca-la em cima da pia, ou de algum prato e corta-la com uma faca comprida, de corte, no sentido longitudinal… (O cabinho fica para cima e o lado oposto, claro, fica para baixo)

Após devidamente seccionada, devemos separar as partes na metade, depois na metade da metade, depois na metade da metade da metade… e assim por diante, até considerar a fatia de acordo com o seu apetite… (Cuidado para que não fique igual a um queijo suiço fatiado!!!)

Então coloca-se a fatia escolhida (quem parte reparte, fica com a melhor parte, senão é bobo, ou não entende da arte!!!) em cima de um prato, cortando a parte vermelha da melancia, separando-a da parte branca, no sentido horizontal, sem contudo tira-la da casca, que servirá de “berço” para os pedaços (longitudinais) que serão cortados, para facilitar a sua degustação…

Daí então, após separar as sementes, pode-se deglutirr a polpa vermelha com o suco que dela esvair… Uma delícia!!! (Convém frisar que a melancia não tem bagaço a ser mastigado e jogado fora, como a cana de açúcar, por exemplo).

Então, depois desta explicação “explicativa”, digo que o Lucas realmente “detonou” a melancia, e que eu comi quase toda a polpa, tomei o líquido oriundo dela e me fartei… deixando a parte branca (realmente branca), a casca e as sementes…

OBS:

SAC: o telefone pendurado na barraca do “Rei da Melancia”…

Vou dar ao feirante a sugestão dele colocar junto à melancia o manual esclarecedor acima…

PS: E por falar em esclarecer, não ficou claro para mim, ainda, qual a parte que o Lucas ingeriu!!!